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QUEDA: Araputanga recebeu apenas R$2,027 milhões em fevereiro/14

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FONTE

 

Algumas tecnologias favoreceram a vida, principalmente quando o assunto é informação. Vivemos o tempo da celeridade, quando as Instituições querem disponibilizar processos e informações eletrônicas (isto é, instantâneas) e, portanto imediatas. 

Nessa filosofia a Folha de Araputanga disponibiliza para conhecimento dos leitores, os valores recebidos por 16 municípios da região, através das contas no Banco do Brasil, nos 28 dias do mês de fevereiro/14.

Nos números divulgados pelo governo, a Folha de Araputanga teve acesso ao total recebido em cada rubrica durante o mês. Vale um alerta: trata-se apenas dos valores creditados diretamente nas contas do BB.

O MONTANTE

Diferente do mês de janeiro/14, quando os municípios receberam somas espetaculares para o período (R$37,3 milhões), fevereiro representou uma “pisada” bem forte no freio de transferências de verbas. O montante recebido pelos 16 municípios caiu 26,80% trazendo “apenas” R$ 29.436.395,50 (vinte e nove milhões, quatrocentos e trinta e seis mil reais) para os gestores investir em serviços à população.

ARAPUTANGA VAI SENTIR MAIS

Os cofres públicos municipais de Araputanga receberam, no BB, 41,52% menos verbas do que em janeiro embora tenha que se considerar que fevereiro tenha dois dias a menos que a maioria de outros meses.

A “queda” no montante da verba recebida pode ser uma justificativa para os gestores argumentar dificuldades no desempenho de obras e serviços. Com “pouca verba”, diversos prefeitos de Mato Grosso, optaram por não investir dinheiro na festa de Momo, priorizando investimentos constitucionais e, em outros serviços que interessem à toda população. E

Em Araputanga, por exemplo, o Ministério Público iniciou Inquérito através da Portaria 06/2014 para apurar se realmente há falta de vagas nas creches municipais.  

Além da falta de dinheiro, o período que estamos vivendo, também, é propício para não se fazer bem pouco ou quase nada, porque, todos sabem, as chuvas não deixam.

Embora os números a seguir disponibilizados não seja o total arrecadado no mês, em cada cidade, (porque há receitas que podem estar sendo recebidas através de outras Instituições Financeiras), saiba quanto cada município recebeu, diretamente nas contas do Banco do Brasil, no mês de fevereiro/14:

Municípios

Receita

% em relação ao total repassado

Ranking

Cáceres

R$ 6.532.131,49

22,19%

Pontes e Lacerda

R$ 3.860.693,81

13,12%

Mirassol D' Oeste

R$ 2.637.349,64

8,96%

São José dos Quatro Marcos

R$ 2.455.834,19

8,34%

Araputanga

R$ 2.027.110,91

6,89%

Porto Esperidião

R$ 1.627.401,80

5,53%

Jauru

R$ 1.558.854,99

5,30%

Lambarí d' Oeste

R$ 1.236.014,16

4,20%

Vale de São Domingos

R$ 1.066.534,06

3,62%

Rio Branco

R$ 1.040.618,17

3,54%

10º

Figueirópolis D' Oeste

R$ 987.628,53

3,36%

11º

Indiavaí

R$ 919.218,82

3,12%

12º

Salto do Céu

R$ 918.490,48

3,12%

13º

Curvelândia

R$ 910.740,71

3,09%

14º

Glória D' Oeste

R$ 855.118,03

2,90%

15º

Reserva do Cabaçal

R$ 802.655,71

2,73%

16º

Total

R$ 29.436.395,50

100,00%

 

OUTROS NÚMEROS

Querendo tornar público o montante arrecadado em 2013, nos 16 municípios acima destacados, a reportagem da Folha de Araputanga encaminhou, no dia 22 de fevereiro, e-mail pedindo explicações ao TCE/MT do por que até então os valores ainda não estavam disponibilizados.

No dia 27, transcorridos cinco dias sem resposta, a reportagem voltou a encaminhar documento escrito ao Tribunal, desta vez, à Ouvidoria. Um representante do TCE entrou em contato através de telefonema, com a redação da Folha de Araputanga para explicar as razões que os valores ainda não estão disponibilizados.

Embora já tenha passado 60 dias que 2013 encerrou, a AMM pediu ao TCE e, foi aprovado, dilação de prazo até o último dia de fevereiro, para que os gestores completassem as informações. De acordo com o TCE até o dia 10 de março/14 as informações do total de dinheiro recebido em cada município no ano passado, devem estar na página do Tribunal que acompanha e, fiscaliza, a legalidade dos gastos feitos pelo Executivo no Estado.